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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

França invade Máli em mais um ato colonialista


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Segundo a introdução da wikipédia:

"Mali ou Máli cujo nome oficial é República do Mali, é um país africano sem saída para o mar na África Ocidental. Mali é o sétimo maior país da África. Limita-se com sete países, a norte pela Argélia, a leste pelo Níger, a oeste pela Mauritânia e Senegal e ao sul pela Costa do MarfimGuiné e Burkina Fasso. Seu tamanho é de 1.240.000 km². Sua população é estimada em cerca de 12 milhões de habitantes. Sua capital é Bamako.
Formada por 8 regiões, o Mali tem fronteiras ao norte, no meio ao Deserto do Saara, enquanto a região sul, onde vive a maioria de seus habitantes, está próximo aos rios Níger e Senegal. Alguns dos recursos naturais em Mali são o ouro, o urânio e o sal.
O atual território do Mali foi sede de três impérios da África Ocidental que controlava o comércio transaariano: o Império Gana, o Império Mali (que deu o nome de Mali ao país), e o Império Songhai. No final do século XIX, Mali ficou sob o controle da França, tornando-se parte do Sudão francês. Em 1960, Mali conquistou a independência, juntamente com o Senegal, tornando-se a Federação do Mali. Um ano mais tarde, a Federação do Mali se dividiu em dois países: Mali e Senegal. Depois de um tempo em que havia apenas um partido político, um golpe em 1991 levou à escritura de uma nova Constituição e à criação do Mali como uma nação democrática, com um sistema pluripartidário." (http://pt.wikipedia.org/wiki/Mali)

Ou seja, Máli é um país rico em ouro e urânio, e durante sua história nunca possuiu independência total da França, já que esta continuou mantendo seu poder econômico sobre o país, e garantindo isso com poder militar auxiliando governos "pelegos" que apenas tornam-se braços armados do ocidente imperialista!
   

A inicial justificativa para tal ato era a tomada do controle do país por parte de "rebeldes" que podem ser "perigosos" para a Europa, já que esses rebeldes são islâmicos e ligados a Al-Qaeda.
Mas ora, não foi o governo da França junto com o imperialismo americano que apoiou rebeldes islâmicos radicais e a própria Al-Qaeda em várias ocasiões? Os EUA apoiaram a Al Qaeda na guerra contra a União Soviética com o Afeganistão, atualmente o ocidente apoiou esses gurpos na revolta na Líbia contra Muamar Kadafi (sabidamente por interesses no petróleo e outros bens), e agora vem dizer que estão combatendo a Al Qaeda? (VEJA MAIS: http://www.voltairenet.org/article177129.html)
Mas claro, como não somos ingênuos, não acreditamos em Papai Noel, nem nos deixamos nos manipular por argumentos dessa mídia controlada por esses grupos, naturalmente que sabemos que há interesses econômicos em jogo.
Segundo uma cientista política:
"Mas não se trata somente de possíveis ameaças terroristas. "A longo prazo, a França tem interesse em explorar os recursos minerais da região do Sahel, principalmente petróleo e urânio, mineral que a empresa nuclear francesa Areva já explora há décadas no vizinho Níger", diz Sold. Mas ainda vai levar tempo até que as riquezas minerais do Mali estejam acessíveis – por isso, as questões de segurança estão de fato em  primeiro plano, avalia a cientista política. O especialista Ulrich Delius, da Sociedade pelos Povos Ameaçados (GfbV, na sigla em alemão), concorda com a avaliação e recorda os ataques da França à Líbia, há cerca de  dois anos. "No caso da Líbia, é claro que muitos países tinham um interesse,  principalmente no petróleo. No caso do Mali é diferente", diz o especialista em África. Para ele, o governo em Paris persegue, em primeira linha, objetivos estratégicos. A missão no Mali é um delicado jogo de equilíbrio para a França. De um lado estão os interesses políticos e econômicos; do outro, o risco de o país se apresentar como neocolonialista." 
(FONTE: http://noticias.terra.com.br/mundo/quais-os-interesses-da-franca-no-mali,ca7a98ce1e34c310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html)
A França não tem muitas perspectivas de vencer a guerra sozinha, já que os rebeldes tomaram boa parte do país, que diga-se é maior que o território francês (o que configura uma verdadeira guerra entre 2 países), além de que uma guerra gera gastos enormes aos cofres públicos, o que é extremamente prejudicial a um país em crise que atualmente aplica medidas de austeridade (aumento de impostos, demissões, redução de salários e fim de direitos sociais) para pagar bancos e títulos. 
 Hollande por sua vez, eleito pelo Partido Socialista com promessas relativamente radicais contra as guerras está se saindo pior que seu antecessor direitista, Sarkozy, que quando atacou o povo líbio não chegou a fazer com tropas terrestres como o "pseudo-socialista" está fazendo agora em benefício da burguesia colonialista francesa.
A França terá dificuldades de vencer essa guerra, que como se sabe, só serve aos interesses corporativos de exploração de bens naturais, como acontecem na maioria das guerras e "pseudo-revoltas" fabricadas nessa região.

  
LEIA MAIS:
** http://noticias.terra.com.br/mundo/quais-os-interesses-da-franca-no-mali,ca7a98ce1e34c310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

http://portuguese.ruvr.ru/2013_01_14/Islamitas-ameacam-Franca-com-ataques/


Um comentário:

  1. É revoltante que para garantir o poder de empresas esses países invadem e matam pessoas, civis, violam direitos!

    E como pode certos grupos internos apoiarem os imperialistas? Claro, eles pegam parte do bolo como recompensa.

    Países como EUA e França apóiam rebeldes de alguns países e governos de outros. Chamam de "povo" grupos terroristas que instauram ditaduras sionistas e pró-colonialismo, e chamam de terrorista movimentos populares que afrontam os interesses ocidentais do Capitalismo e do Sionismo.

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