Total de visualizações de página

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Show de democracia nos EUA... SÓ QUE NÃO!


Há quem pense que os EUA são mesmo uma legítima democracia, exemplo para o mundo, com total liberdade de expressão, etc. Infelizmente os que acreditam nisso são boa parte da população por não conhecerem como realmente funciona o sistema político americano.
Já começam por achar que é um país bi-partidário e possui apenas 2 candidatos. Engano! Existem sim outros partidos e outros candidatos, mas que sequer são citados pela mídia, já que eles não são comprometidos com os mesmos grupos corporativos na qual os Democratas e Republicanos possuem. Que grupos? Esses que financiam a campanha dos 2 partidos e fazem parecer que só existem 2 candidatos, para ter seus interesses garantidos, o que seria quase um UniPartidarismo, pois ambos candidatos não podem mudar muita coisa.

Segundo o Link: http://noticias.band.uol.com.br/mundo/noticia/?id=100000547104


Os dois candidatos à presidência dos EUA são Mitt Romney e Barack Obama, certo? Errado. Neste ano há seis pessoas concorrendo à Casa Branca. Além dos dois citados estão na disputa Gary Johnson, Rocky Anderson, Jill Stein e Virgil Goode. O Portal da Band entrevistou especialistas para falar sobre os motivos pelos quais somente dois partidos dominam a discussão política no país. 


A realidade é que pouco se ouve falar sobre os quatro candidatos dos chamados partidos independentes ou “third party”.

Segundo o professor de Relações Internacionais da Unesp, Marcelo Fernandes de Oliveira, o financiamento do governo é encaminhado para a campanha dos maiores partidos e por isso a tendência é que os políticos se agreguem a eles. 

“Os partidos pequenos dificilmente conseguem o número mínimo de representantes para ter acesso a esse dinheiro, por isso suas campanhas não têm magnitude suficiente para que eles sejam convidados aos debates, por exemplo”, explica. 

Segundo o professor de Relações Internacionais da ESPM, Heni Ozi Cukier, o sistema americano é completamente majoritário, por isso quase não existem representantes de outros partidos no Congresso. “O candidato ganha ou perde, não existe proporcionalidade como no Brasil”, esclarece. 

“Os EUA têm uma tradição, uma cultura na qual as pessoas já se colocam como Republicanos ou Democratas. Existem algumas exceções como o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, que é do partido Independente. No entanto ele utilizou seus vastos recursos econômicos pessoais na campanha e, por isso, conseguiu ganhar espaço”, explica Cukier. 
Com esse investimento até existe a possibilidade de um presidente ser eleito em outro partido, mas, segundo Cukier, ele não conseguiria governar por falta de apoio no Congresso. 
Para Marcelo, esses partidos não conseguem muito espaço em eleições presidenciais por conta da independência das federações no país. 
“Os partidos menores buscam discutir assuntos que não são normalmente cuidados pela presidência americana. A vida democrática nos EUA acontece nas federações. A presidência acaba tratando de temas comuns como defesa, segurança, política externa” completa Oliveira. 

Veja mais em: http://www.tribunadabahia.com.br/2012/11/05/candidatos-nanicos-existem-nos-eua-podem-tirar-votos-de-obama-romney&ei=vFiaUNPpBIiE9QS_goDYCw&usg=AFQjCNFdCTILDBCjXqo52QyVhzt3aeXoNw&sig2=kowozwDMGL2RjjzMxozhyQ
        E

Segundo o link acima, "Maisel explica que isso acontece hoje no país devido ao sistema de voto distrital majoritário. Neste caso, diferentemente do Brasil, o país é dividido em 435 distritos e cada um elege apenas um candidato. Então, se um partido menor fica com 10% de votos, em outro sistema poderia eleger alguém, mas no voto majoritário distrital não. "Isso encoraja o bipartidarismo", conclui." (...)
O professor Alex Keyssar afirma que o bipartidarismo foi construído historicamente nos EUA desde que a nação declarou sua independência da Inglaterra, em 1776. "Não era assim nos primeiros 50, 60 anos da história do país", quando os grupos de pressão ainda eram organizados em facções, e as articulações políticas "eram muitos mais fluidas". (...)
Durante a passagem do século XIX para o XX, o modelo polarizado ganhou forma. "Após uma série de fortes movimentações de partidos menores, os democratas e os republicanos adotaram leis eleitorais que tornaram muito difícil partidos menores sobressaírem", diz Keyssar.
Os americanos não só desconhecem muitos destes candidatos como são impossibilitados de votar na maioria deles, visto que há uma série de requisitos para que o concorrente apareça na cédula, que varia para cada estado e para cada cargo.

Tendência para o centro
Segundo Keyssar, o sistema de dois partidos inibe grandes movimentações na política. "Todo mundo vai em direção ao centro. Com certeza dificulta o desenvolvimento de novas ideias ou novas perspectivas." O professor acredita ser muito difícil a formação de um novo arranjo político que permita mais do que duas legendas fortes nos Estados Unidos: "Só vai acontecer se um partido rachar." 
Vemos aí uma impossibilidade de mudanças pela via democrática (como na maioria das democracias representativas) devido a enormes entraves impostas a quem possui propostas que desafiam o poder do capital e da alta burguesia mundial. Um presidente que é contra guerras, contra o atual sistema financeiro e todas as ações que só beneficiam uma elite Global certamente não poderão ter espaço no país mais poderoso do mundo, segundo a lógica deles. Isso prova que a Democracia plena não é compatível com o Imperialismo e os interesses da burguesia.

Um comentário:

  1. O dissimulado regime político farsista, extremista e nacional-imperialista e ilusório “democrático” dos Estados Unidos da América do Norte, não passa de um simulacro de processo democrático, um engodo, uma farsa, uma fraude, um faz-de-conta já com cartas marcadas, apenas para iludir e dizer de que se trata de uma “democracia” para a maioria da população.
    Nos Estados Unidos da América do Norte, a população é enganada com a politica de dois partidos grandes do capital monopolista, os quais se alternam no poder a décadas, e os quais em consenso, enganam e iludem a maioria da população quando representam ou defendem apenas os interesses do capital e camada social que detém privilégios.
    Os Partidos Democrata e Republicano são partidos conluiados que em consenso, estão comprometidos com a minoria privilegiada - sendo que - cada um é sustentado por grupos restritos da burguesia e do capital monopolista, que visam exclusivamente enriquecer ou atender a seus próprios interesses.
    Os dois partidos não acrescentam em nada para maioria, e ainda disfarçam, simulando a existência de posição de oposição ideológica um ao outro, porém, a essência é sempre imutável, mudam os rostos mais o figurino é o mesmo, ou seja, num sentido mais amplo, a burguesia estará sempre no comando, controlando e conduzindo tranquila o poder com qualquer forma de administração (com seus dois ou mais partidos análogos) e sem objeção em sua ditadura.
    E, à vista disso, os dois partidos são representantes da classe dominante, e cuja diferença não vai muito além do nome, e, isso não significa dizer que a maioria absoluta do povo queira unicamente ou tão-somente apenas a existência desses dois partidos.
    Nos EUA, os Partidos Democrata e Republicano são partidos conluiados, os quais em consenso, enganam ou iludem os eleitores a delegar sempre a mandatários representantes da burguesia e do Grande Capital Monopolista, o poder de decidir em todo o tempo as leis a favor da classe dominante. E, nessas condições matreiras, as posições-chave nos órgãos do poder no mundo do capital, estão sempre em mãos dos representantes da burguesia e do capital.
    A propósito, os dois partidos tem grande espaço nos meios de Comunicação Social e nas Agências de Publicidade, as quais representam um poderoso meio de influência ideológico e sendo exatamente essas, que se encontram sob o domínio da classe dominante, que embora sendo uma minoria privilegiada é no entanto toda poderosa.
    Os eleitores são induzidos ao erro de forma eficaz, ao pensarem que decidindo por um ou outro desses dois partidos haverá mudanças, mas nada altera e a natureza é sempre imutável.
    Diante disso, nada difere o caráter opressor, hostil, agressivo e obsessivo da politica expansionista imperial dos EUA; e, basta que se observe no modo como o nefando Império estadunidense conduz uma negociação em que fazem diplomacia de gângster; no qual blefam, intimidam, ameaçam e mentem para a Comunidade Internacional.
    Pois, nos EUA, os dois partidos enganam as massas populares e contribuem sobremaneira para reduzir a influência de outros partidos e, portanto, ajudam a manter o povo aprisionados na ideologia burguesa.
    A manipulação da consciência da população aplica-se em larga escala nos EUA, com objetivo de que o povo eleja sempre políticos que representem os interesses da burguesia e do capital monopolista, para assim, e em todo tempo, decidirem as leis a favor dos proveitos da classe dominante privilegiada.
    E, para manipular a consciência das massas populares, a propaganda burguesa utiliza amplamente uma linguagem política especial que deturpa e obscurece os sentidos dos acontecimentos reais.
    Pois, nos EUA, os dois partidos enganam as massas populares e contribuem sobremaneira para reduzir a influência de outros partidos e, portanto, ajudam a manter o povo aprisionados na ideologia burguesa e do capital.

    ResponderExcluir