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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Israel conspira contra si mesmo


Milhares de hectares de terra são roubados dos árabes por Israel – para judeus e apenas para judeus – na Cisjordânia. Nem sequer sobrou terra suficiente para um Estado palestino
Por Robert Fisk, no The Independent| Tradução de Inês Castilho, no Outras Palavras
Terror, terror, terror, terror, terror. Lá vamos nós novamente. Israel vai “extirpar o terror palestino” – o que vem proclamando há 64 anos, sem sucesso – enquanto o Hamas, a mais recente das milícias mórbidas “palestinas”, anuncia que Israel “abriu os portões do inferno” ao assassinar seu líder militar, Ahmed AL-Jabari.
O Hezbollah anunciou várias vezes que Israel “abriu os portões do inferno” ao atacar o Líbano. Yasser Arafat, que era um superterrorista, depois um superestadista (após capitular sobre o gramado da Casa Branca) e mais tarde converteu-se novamente em superterrorista, quando percebeu que havia sido enganado, nos acordos de Camp David, em 1982, também falou muito sobre os “portões do inferno”.
E os jornalistas estão escrevendo como ursos amestrados, repetindo todos os clichês que temos usado nos últimos quarenta anos. O assassinato de Jabari, líder militar do Hamas, foi uma “ofensiva com alvo”, um “ataque aéreo cirúrgico” – como os “ataques aéreos cirúrgicos” israelenses que mataram quase 17 mil civis no Líbano, em 1982; os 1.200 libaneses, a maioria civis, em 2006; ou os 1.300 palestinos, a maioria civis, em Gaza em 2008-09; ou ainda a mulher grávida e o bebê que foram assassinados pelos “ataques aéreos cirúrgicos” em Gaza na semana passada – e os 11 civis mortos em uma só casa em Gaza, ontem. Ao menos o Hamas não atribui a seus foguetes “Godzilla” nada de cirúrgico. Seu objetivo é matar israelenses – quaisquer israelenses, homens, mulheres ou crianças.
Exatamente como os ataques de Israel em Gaza. Mas, não ouse dizer isso, ou será tachado de nazista antissemita; quase tão diabólico, perverso, satânico e assassino como o movimento Hamas, com o qual – de novo, por favor, não fale sobre isso – Israel negociou alegremente nos anos 1980, momento em que encorajou esse “bando de monstros” a tomar o poder em Gaza e decapitar o superterrorista exilado, Arafat. A nova taxa de câmbio em Gaza para os mortos palestinos e israelenses chegou a 16 por 1. Vai subir, é claro. A taxa de câmbio em 2008-09 era de 100 por 1.
E estamos alimentando mitos, também. A última guerra em Gaza teve sucesso tão impressionante (“extirpando o terrorismo”, claro) que as supostas unidades “de elite” de Israel não foram capazes sequer de encontrar seu próprio soldado capturado, Gilad Shalit, ao final entregue, no ano passado, por Jabari em pessoa – o mesmo líder do Hamas agora assassinado.
Jabari seria o “líder oculto número 1” do Hamas, segundo a Associated Press. Mas como, ó céus, pode ser oculto, se sabemos sua data de nascimento, detalhes familiares, anos de cárcere em Israel, durante os quais trocou o Fatah pelo Hamas? Ao que parece, os anos na prisão israelense não converteram o sr. Jabari exatamente ao pacifismo, certo? Bem, não derramemos lágrimas; ele viveu pela espada e morreu pela espada, um destino que, claro, não aflige os aviadores de Israel enquanto matam civis em Gaza.
Washington apoia o “direito de defesa” de Israel. Por isso, afirma uma neutralidade espúria – como se as bombas de Israel sobre Gaza não tivessem vindo dos Estados Unidos, assim como os foguetes Fajr-5 vieram do Irã.
Enquanto isso, o lamentável secretário de Relações Externas de Londres, William Hague, acusa o Hamas de “principal responsável” pela guerra atual. Mas não há evidências de que isso seja verdade. De acordo com The Atlantic Monthly, o assassinato israelense de um palestino “mentalmente incapaz”, que se desviou para a fronteira, pode ter sido o começo dessa guerra. Outros suspeitam que o assassinato de um menino palestino possa ter sido uma provocação. Mas ele foi alvejado e morto pelos israelenses, quando um grupo armado palestino tentou cruzar a fronteira e foi confrontado por tanques israelenses. Nesse caso, homens armados palestinos – embora não do Hamas – poderiam ter dado o pontapé inicial ao conflito.
Mas não haverá nada que pare esse absurdo, essa guerra de lixo? Centenas de foguetes caem sobre Israel. É verdade. Milhares de hectares de terra são roubados dos árabes por Israel – para judeus e apenas para judeus – na Cisjordânia. Nem sequer sobrou terra suficiente para um Estado palestino.
Delete as últimas duas frases, por gentileza. Há apenas bons meninos e maus meninos nesse conflito odioso, no qual os israelenses reivindicam ser os bons meninos, para o aplauso dos países ocidentais (que, então, perguntam-se por que tantos muçulmanos não gostam muito dos ocidentais).
O problema, estranhamente, é que as ações israelenses na Cisjordânia e seu cerco a Gaza estão trazendo para perto exatamente o que Israel anuncia temer, a cada dia: que o país corre o risco de ser destruído.
Na batalha dos foguetes – não menos que Fajr-5 do Irã e drones do Hezbollah –, um novo caminho está sendo trilhado pelos dois lados, nessa guerra. Não se trata mais de tanques israelenses atravessando a fronteira do Líbano ou de Gaza. Trata-se de foguetes e drones de alta tecnologia e ataques computadorizados – ou “ciber-terrorismo”, claro, se cometido por muçulmanos. Os seres humanos destruídos pelo caminho serão ainda menos relevantes do que foram nos últimos três dias.
O despertar árabe segue agora seu próprio caminho: seus líderes terão de acompanhar o humor das suas populações. Nesta condição, suspeito, está o pobre e velho rei Abdullah, da Jorndânia. A hipocrisia dos EUA “pela paz”, ao lado de Israel, já não vale mais nada para os árabes. E se Benjamin Netanyahu acreditar que a chegada dos primeiros foguetes iranianos Fajr justifica o big bang israelense sobre o Irã, o que ocorrerá? O Irá reagirá ao ataque e talvez atinja também os norte-americanos. Trará consigo o Hezbollah. E o que fará Obama, se se vir se engolfado por outra guerra entre o Ocidente e os muçulmanos?
Bem, Israel pedirá o cessar-fogo, como acontece rotineiramente em guerras contra o Hezbollah. Pleiteará ainda, novamente, o apoio imortal do Ocidente em sua luta contra o mal, incluindo o Irã.
E por que não louvar o assassinato de Jabari? Por favor, esqueça que os israelenses negociaram, por meio do serviço secreto alemão, com Jabari em pessoa, há menos de um ano. Não se pode negociar com “terroristas”, certo? Israel denomina esse último banho de sangue de Operação Pilar de Defesa. Está mais para Pilar da Hiprocrisia.
Texto via Revista Fórum: http://revistaforum.com.br/blog/2012/11/israel-conspira-contra-si-mesmo/#.UK0mKLkzih4.facebook

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Show de democracia nos EUA... SÓ QUE NÃO!


Há quem pense que os EUA são mesmo uma legítima democracia, exemplo para o mundo, com total liberdade de expressão, etc. Infelizmente os que acreditam nisso são boa parte da população por não conhecerem como realmente funciona o sistema político americano.
Já começam por achar que é um país bi-partidário e possui apenas 2 candidatos. Engano! Existem sim outros partidos e outros candidatos, mas que sequer são citados pela mídia, já que eles não são comprometidos com os mesmos grupos corporativos na qual os Democratas e Republicanos possuem. Que grupos? Esses que financiam a campanha dos 2 partidos e fazem parecer que só existem 2 candidatos, para ter seus interesses garantidos, o que seria quase um UniPartidarismo, pois ambos candidatos não podem mudar muita coisa.

Segundo o Link: http://noticias.band.uol.com.br/mundo/noticia/?id=100000547104


Os dois candidatos à presidência dos EUA são Mitt Romney e Barack Obama, certo? Errado. Neste ano há seis pessoas concorrendo à Casa Branca. Além dos dois citados estão na disputa Gary Johnson, Rocky Anderson, Jill Stein e Virgil Goode. O Portal da Band entrevistou especialistas para falar sobre os motivos pelos quais somente dois partidos dominam a discussão política no país. 


A realidade é que pouco se ouve falar sobre os quatro candidatos dos chamados partidos independentes ou “third party”.

Segundo o professor de Relações Internacionais da Unesp, Marcelo Fernandes de Oliveira, o financiamento do governo é encaminhado para a campanha dos maiores partidos e por isso a tendência é que os políticos se agreguem a eles. 

“Os partidos pequenos dificilmente conseguem o número mínimo de representantes para ter acesso a esse dinheiro, por isso suas campanhas não têm magnitude suficiente para que eles sejam convidados aos debates, por exemplo”, explica. 

Segundo o professor de Relações Internacionais da ESPM, Heni Ozi Cukier, o sistema americano é completamente majoritário, por isso quase não existem representantes de outros partidos no Congresso. “O candidato ganha ou perde, não existe proporcionalidade como no Brasil”, esclarece. 

“Os EUA têm uma tradição, uma cultura na qual as pessoas já se colocam como Republicanos ou Democratas. Existem algumas exceções como o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, que é do partido Independente. No entanto ele utilizou seus vastos recursos econômicos pessoais na campanha e, por isso, conseguiu ganhar espaço”, explica Cukier. 
Com esse investimento até existe a possibilidade de um presidente ser eleito em outro partido, mas, segundo Cukier, ele não conseguiria governar por falta de apoio no Congresso. 
Para Marcelo, esses partidos não conseguem muito espaço em eleições presidenciais por conta da independência das federações no país. 
“Os partidos menores buscam discutir assuntos que não são normalmente cuidados pela presidência americana. A vida democrática nos EUA acontece nas federações. A presidência acaba tratando de temas comuns como defesa, segurança, política externa” completa Oliveira. 

Veja mais em: http://www.tribunadabahia.com.br/2012/11/05/candidatos-nanicos-existem-nos-eua-podem-tirar-votos-de-obama-romney&ei=vFiaUNPpBIiE9QS_goDYCw&usg=AFQjCNFdCTILDBCjXqo52QyVhzt3aeXoNw&sig2=kowozwDMGL2RjjzMxozhyQ
        E

Segundo o link acima, "Maisel explica que isso acontece hoje no país devido ao sistema de voto distrital majoritário. Neste caso, diferentemente do Brasil, o país é dividido em 435 distritos e cada um elege apenas um candidato. Então, se um partido menor fica com 10% de votos, em outro sistema poderia eleger alguém, mas no voto majoritário distrital não. "Isso encoraja o bipartidarismo", conclui." (...)
O professor Alex Keyssar afirma que o bipartidarismo foi construído historicamente nos EUA desde que a nação declarou sua independência da Inglaterra, em 1776. "Não era assim nos primeiros 50, 60 anos da história do país", quando os grupos de pressão ainda eram organizados em facções, e as articulações políticas "eram muitos mais fluidas". (...)
Durante a passagem do século XIX para o XX, o modelo polarizado ganhou forma. "Após uma série de fortes movimentações de partidos menores, os democratas e os republicanos adotaram leis eleitorais que tornaram muito difícil partidos menores sobressaírem", diz Keyssar.
Os americanos não só desconhecem muitos destes candidatos como são impossibilitados de votar na maioria deles, visto que há uma série de requisitos para que o concorrente apareça na cédula, que varia para cada estado e para cada cargo.

Tendência para o centro
Segundo Keyssar, o sistema de dois partidos inibe grandes movimentações na política. "Todo mundo vai em direção ao centro. Com certeza dificulta o desenvolvimento de novas ideias ou novas perspectivas." O professor acredita ser muito difícil a formação de um novo arranjo político que permita mais do que duas legendas fortes nos Estados Unidos: "Só vai acontecer se um partido rachar." 
Vemos aí uma impossibilidade de mudanças pela via democrática (como na maioria das democracias representativas) devido a enormes entraves impostas a quem possui propostas que desafiam o poder do capital e da alta burguesia mundial. Um presidente que é contra guerras, contra o atual sistema financeiro e todas as ações que só beneficiam uma elite Global certamente não poderão ter espaço no país mais poderoso do mundo, segundo a lógica deles. Isso prova que a Democracia plena não é compatível com o Imperialismo e os interesses da burguesia.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Chavez reeleito: até onde vai a "Revolução"?


Chavez quando foi eleito pela primeira vez foi em resposta à indignação generalizada da população contra o neoliberalismo e seus efeitos sociais, além da subserviência do país aos Estados Unidos.
Antes de ser candidato, Chavez era oficial do Exército.

 
[Carlos Andréz Perez, ex-presidente da Venezuela]
No governo neoliberal de Carlos Andrés Perez a população protestou contra suas medidas, entre elas aumento da passagem dos transportes públicos e de impostos. O Governo direitista respondeu com a polícia e o exército reprimindo a população. Pessoas chegaram a ser mortas nas repressões.
  
Hugo Chavez, como oficial do exército, resolveu junto a outros militares rebeldes tentar derrubar esse governo, pois não queria mais ver as Forças Armadas que deveriam proteger a população fazer o oposto: matar sua própria gente, e em defesa de interesses econômicos.

Houve um grande confronto entre as forças rebeldes e as governistas. O Golpe fracassou, os golpistas que não morreram foram presos, e Chavez assumiu publicamente a tentativa de golpe explicando seus reais motivos. Com tal ato, ganhou grande simpatia do povo que apoiou a inciativa.

Tempos mais tarde, Carlos Andrés Perez sofre um Impeachment por escândalos de corrupção.
Hugo Chavez é eleito posteriormente prometendo várias reformas e a luta pelo socialismo e pela independência da Venezuela. Sua atuação política era inspirada num nacionalismo pan-latino idealizada por Simón Bolivar, e pelo Socialismo Trotskysta.

As mudanças propostas prejudicavam empresas multinacionais, como a estatização do petróleo e dos bancos.
Diante disso, a oposição com apoio das empresas multinacionais, do governo americano e da imprensa financiada por esses grupos tentaram um golpe pra derrubar Chavez. Ele foi preso, muitos políticos cassados, e um governo provisório se instaurou.
Mas o golpe fracassou, pois o povo saiu às ruas contra o golpe, e setores das Forças Armadas apoiaram Chavez. Ele foi resgatado por paraquedistas da aeronáutica e retornou ao poder com apoio do povo que saia às ruas. Os golpistas foram condenados pela justiça.
Posteriormente a mídia internacional o atacou e o ataca constantemente por denunciar o poder dessas empresas e por afrontar o imperialismo norte-americano na região, com suas tentativas de derrubar governos democraticamente eleitos que não seguem sua cartilha.
A grande emissora que contribuiu com o golpe não teve sua concessão pública renovada, o que gerou muita polêmica externamente, acusando-o de ditador.
Ele avançou em muitos programas sociais, e em mecanismos de participação popular.

Desde que assumiu ele iniciou um processo de transição do capitalismo para o socialismo, começando por iniciar um processo de Independência do país, promovendo um nacionalismo com viés anti-imperialista; estatizou setores estratégicos como petróleo e Bancos; avançou em programas sociais de habitação e combate à pobreza; investiu nas Forças Armadas para garantir a segurança nacional contra a ingerência externa; e criou mecanismos de participação popular e controle social do Estado, como os "Conselhos Comunais".

Mas há muito o que se fazer para avançar ao socialismo, e, ao comunismo.
Há que colocar as empresas sob controle de seus trabalhadores, há que "abolir o Estado" colocando o controle total do governo sob a uma Democracia Popular de conselhos e assembléias populares; isso tudo visando superar o "Capitalismo de Estado".
Mas esse processo de "avanço ao socialismo" pode ser barrado por um grande fator: o poder econômico brasileiro, e a influência política que o Brasil exerce sobre a Venezuela.

Segundo reportagem no G1: "No campo econômico, o Brasil lidera a lista dos sul-americanos interessados em que o resultado do pleito não afete seus negócios no país caribenho. Nos últimos anos, o Brasil se tornou o terceiro principal sócio comercial da Venezuela, atrás somente dos Estados Unidos e China.
Se confirmada a projeção das pesquisas que apontam Chávez como favorito, o Brasil tende a dar continuidade ao papel de moderador das iniciativas de Caracas, só que agora, com enfoque no campo econômico, avalia Javier Biardeau, professor de sociologia da Universidade Central da Venezuela e especialista em desenvolvimento na América Latina.
Moderar Chávez significa garantir que o horizonte do projeto bolivariano não ultrapasse o capitalismo de Estado', diz Biardeau. Na prática, isso significa que o projeto do socialismo do século XXI do atual governo deve permanecer somente na retórica.
O analista avalia que a tendência é que, se obtiver mais um mandato, Chávez continue se comprometendo com as grandes empresas regionais em troca de apoio político.
Se prevalecer o papel de moderação de Brasil e Argentina, serão as empresas e os países do Mercosul os negociadores das condições de segurança jurídica para o capital estrangeiro na Venezuela', afirma Biardeau." (Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/10/de-olho-em-comercio-mercosul-aposta-em-venezuela-mais-pragmatica.html)
Segundo a informação, Chavez e o PSUV (partido socialista unido da Venezuela) podem ter dificuldades em avançar no projeto revolucionário por esse apoio que recebe do Brasil e da região por parte das empresas regionais. Deverá manter um "capitalismo reformado" semelhante ao que existe na maioria dos países da América Latina, beirando a "Social-Democracia" ou um "Nacionalismo Assistencialista".
Isso significa que o trabalhador Venezuelano poderá ter algumas conquistas barradas, que o tom da política externa venezuelana contra o imperialismo ocidental deve baixar, e que ainda existirão setores econômicos privilegiados dentro do sistema. Mas, isso não desfaz os avanços que já existem.

A vitória de Chavez nas eleições significa a conservação de todas as conquistas do povo Venezuelano acumuladas em suas lutas sociais desde o "caracazo"; mas não se sabe ao certo até onde vai avançar o processo revolucionário. É esperar pra ver...

terça-feira, 3 de julho de 2012

Evacuação de Londres?? Mais um teatro do imperialismo??


Um jornalista disfarçado indo pelo pseudônimo "Lee Hazledean 'tem soprado o apito em revelações surpreendentes sobre como ele se infiltrou os G4S - empresa responsável pela segurança nos Jogos Olímpicos de Londres - e descobriu os planos chocantes para a evacuação de Londres," forros caixão "200.000 estar em modo de espera, juntamente com procedimentos de segurança mal feitos que deixam os jogos bem abertos para atacar.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Si7DEkeWsOs

Hazledean entrevista com Tony Gosling, editor e apresentador Bilderberg.org de sexta-feira BCFM do Drivetime, foi viral na web ao longo dos últimos dias. Hazledean é um jornalista disfarçado de um programa de televisão em Londres e já trabalhou com agências de notícias sobre temas de grande impacto, mas quando ele se aproximou dos principais meios de comunicação com a sua história bombástica, que não mostrou nenhum interesse.
Quando perguntado Hazledean Channel 4 News Assuntos Internos Correspondente Andy Davies se ele iria correr a história, Davies disse que não estava interessado e dias depois Channel 4 passou um pedaço de sopro sobre G4S que retratavam a organização como competente e confiável.
"Mandei um e-mail, liguei, ele não estava interessado e ele disse que há um apagão de mídia sobre este tipo de história, que ninguém estaria interessado em executá-lo", disse Hazledean.
Na entrevista, Hazledean divulga como ele só tinha que preencher um formulário de aplicação para conseguir um emprego com G4S, a empresa privada que presta segurança para a Olimpíada, que ele não passou por nenhuma verificação de antecedentes que seja, e que suas referências pessoais não foram verificados.
Os empregados recebem apenas dois dias de treinamento para executar checkpoints aeroporto estilo de segurança que incluem scanners corporais, que Hazledean disse "seria completamente desligado" nos horários de pico, ou seja, os terroristas só poderia andar em linha reta no evento com munições ou explosivos e têm um excelente oportunidade de permanecer sem ser detectado.
"Na verdade, fui convidado para ser um candidato a terrorista no dia de treinamento final e me foi dada uma faca, uma arma e um IED, e em todas as três ocasiões ao longo do dia eu tenho pelo detector de metais e eu também tenho através do scanner da máquina x-ray ", disse Hazledean, acrescentando que os terroristas poderiam facilmente encenar um" massacre ", dada a natureza negligente da segurança.
"Eles não estão treinando-os corretamente ... ele é muito aberto a um ataque terrorista muito facilmente e eu não digo que de leve", disse Hazledean, acrescentando que ele testemunhou membros G4S fazendo tráfico de drogas enquanto as classes de treinamento foram ocorrendo, enquanto outros eram tirar fotos de vigilância em seus celulares de áreas supostamente seguras. Hazledean disse um monte de pessoal de segurança foram mal qualificados e que muitos deles mal conseguia falar Inglês.
Hazledean também revelou como o grande contingente de soldados sendo levados para Londres para os Jogos Olímpicos incluiu "um monte de tropas da ONU a ser postadas dentro e ao redor de Londres", incluindo tropas americanas e alemãs.
O denunciante também revelou como o pessoal não autorizado estavam sendo uniformes mão G4S e que os uniformes foram roubados.

Revelação mais arrepiante Hazledean foi como ele aprendeu sobre os preparativos para a evacuação de Londres e como, "Os guardas de segurança utilizadas para as Olimpíadas vão estar na vanguarda de tirar o público de Londres."
"Eles parecem muito a sério, eles passaram muito tempo com isso", disse Hazledean, notando como G4S passou duas horas falando sobre a evacuação de Londres, em comparação com apenas meia hora falando sobre os procedimentos de segurança de triagem para a Olimpíada si.
O denunciante também observou como os mais de 100.000 soldados que seriam estacionadas em Londres durante as Olimpíadas seria suficiente para realizar tal uma evacuação em larga escala.
Outra faceta assustadora Hazledean aprendi foi que 200.000 forros caixão (caixões temporários) estavam sendo enviadas para Londres, que pode armazenar quatro corpos cada. O denunciante expressa sua perplexidade por guardas de segurança que trabalham em procedimentos de triagem mundanas precisaria ser dito tais informações.
O denunciante também revelou como foi dito Predator drones estaria circulando Londres, em preparação para ataques terroristas, e que os funcionários G4S foi mostrado um vídeo de um drone matar um grupo de pessoas no Afeganistão.
Hazledean observou como os líderes G4S viu o público como "a escória da terra" e também disse a seus empregados que a polícia não tinha nenhuma autoridade sobre eles. Ele também relatou como um dos líderes disse-lhe que um evento após os Jogos Olímpicos seria um "momento decisivo" para Londres, mas quando pressionado, se recusou a divulgar o que ela queria dizer.
Hazledean não é a primeira a soprar o apito para G4S. No início deste mês, a entrada de dados funcionário Sarah Hubble revelaram que ela foi demitida por G4S depois de reclamar que G4S estava cortando cantos nos seus preparativos de segurança para os Jogos Olímpicos e que ela própria não tinha sido vetado.
Falando com Infowars, Hazledean disse que tinha vindo a fazer planos de contingência para que sua vida foi posta em perigo ou se ele se tornou um alvo para as autoridades de qualquer outra forma depois de soprar o apito sobre o escândalo.
Questionado sobre um meme circulando na web que as teorias da conspiração sobre um ataque de bandeira falsa ocorrendo nos Jogos Olímpicos de Londres estão sendo deliberadamente permitiu a proliferar, a fim de fazer 'adeptos da verdade' olhar paranóico depois nada acontece, Hazledean salientou que apenas ficando a história fora era necessário como que poderia inviabilizar qualquer ataque planejado.
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Paul Joseph Watson é o editor e escritor de Planet.com Prisão. Ele é o autor de Order Out Of Chaos. Watson também é um regular preenchimento do host para o Alex Jones Show e Notícias Infowars noite.

FONTES: http://www.laproximaguerra.com/2012/06/planes-evacuacion-londres-juegos.html

http://www.infowars.com/whistleblower-reveals-plan-to-evacuate-london-during-olympics/

terça-feira, 26 de junho de 2012

Por quê um Golpe de Estado no Paraguai ?

Em 2009, EUA já previam golpe no Paraguai

A pergunta que não quer calar. Quando falamos em golpe, todo mundo diz que foi por meios legais, constitucionais, e etc.
Mas não é apenas a quebra de procedimentos legais que faz de um ato como esses um golpe, mas sim seus interesses.

Vamos analisar o primeiro deles:

a) Os EUA já sabiam disso em 2009, segundo dados vazados do Wikileaks:

DOCUMENTO DA EMBAIXADA DOS EUA EM ASSUNÇÃO, VAZADO PELO WIKILEAKS, TRATAVA DE UM POSSÍVEL GOLPE PARLAMENTAR CONTRA FERNANDO LUGO; ATÉ AGORA, O GOVERNO DE OBAMA NÃO SE PRONUNCIOU SOBRE A MUDANÇA DE GOVERNO NO PAÍS VIZINHO

25 de Junho de 2012 às 06:10
247 – O documento é de 23 de março de 2009 e foi vazado pelo Wikileaks. Produzido pela embaixada dos Estados Unidos em Assunção, o memorando previa que Fernando Lugo seria derrubado por meio de um golpe parlamentar – exatamente como aconteceu na última sexta-feira, quando o presidente eleito do Paraguai foi substituído por seu vice Federico Franco.
Enquadrado como “confidencial” por Michael J. Fitzpatrick, o texto diz o seguinte:
“Rumores indicam que o general Lino Oviedo e o ex-presidente Nicanor Duarte estão trabalhando juntos para assumir o poder por meio de instrumentos (predominantemente) legais que deverão afetar o presidente Lugo nos próximos meses. O objetivo: capitalizar sobre qualquer tropeço de Lugo para iniciar o processo político no Congresso, impedir Lugo e assegurar sua supremacia política (...) A revolta relacionada a um programa de subsídios para agricultores por meio de ONGs foi considerada um pretexto para o impeachment antes que Lugo abandonasse o programa. Para um presidente que enfrenta muitos desafios – disputas políticas internas, corrupção e a percepção de que seu estilo de liderança é ineficiente – Lugo deve se preocupar para não cometer um erro, que seria seu último.”
Até agora, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não se manifestou sobre o golpe de Estado no Paraguai. Na Rio+20, o jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo, foi cercado por seguranças quando tentou saber da secretária de Estado Hillary Clinton qual é a posição dos Estados Unidos a respeito da crise.
b) Precária base parlamentar de Lugo:
O objetivo da oposição dentro da democracia burguesa sempre será tomar o poder, derrubar o opositor, independente da qualidade do trabalho dele. Lógico que essa base parlamentar maioritariamente de oposição da direita (Partido Colorado e Partido Liberal) poderia mover um processo de Impeachment sob qualquer pretexto.
Nas palavras do site Carta Maior (http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20452) : "O governo do Presidente Lugo se elegeu com precária base parlamentar, em razão da tardia adesão dos movimentos sociais ao processo eleitoral, apoiando-se numa coalização anti-partido Colorado – partido este que governou o Paraguai de 1947-2008 – onde destacou a presença do conservador Partido Liberal. Durante sua gestão, incapaz de obter maioria parlamentar, Lugo não pode avançar em promessas chaves de campanha que confrontavam a oligarquia paraguaia, como a realização de uma reforma agrária. "
c) Afronta à Monsanto (diga-se, grande corporação estrangeira):
O governo estabeleceu certa confrontação com a Monsanto no que tange a liberação de sementes transgênicas, não autorizando o plantio de variações transgênicas de sementes algodão, ainda que a plantação de soja transgênica, principal cultivo de grãos do país, tenha permanecido amplamente liberada. 

d) Questão das bases Militares dos EUA:
No que tange a relação com os Estados Unidos, ganhou destaque a questão militar. Em setembro de 2009, Lugo não renovou o programa de cooperação estabelecido na presidência de Nicanor Duarte que permitiria o ingresso em solo paraguaio de 500 militares estadunidenses com imunidades diplomáticas para treinamento operacional. Questionado sobre o episódio, o então comandante das forças armadas Cíbar Benitez o minimizou e relatou haver programas de cooperação militar permanentes com os Estados Unidos no Paraguai para assuntos internos, como colaboração com atividades policiais.  Cerca de um mês após esta recusa, Lugo trocou todo o comando militar do Estado, em função de tentativa de golpe que havia sido detectada. O governo foi ainda assediado pela reunião de 21 generais estadunidenses com a Comissão de Defesa da Câmara, em meados de agosto de 2011, para a construção de uma base militar, que foi reivindicada pelo líder da UNACE, dissidência do Partido Colorado e terceira força parlamentar, como necessária para conter as ameaças representadas pela Bolívia e Venezuela bolivarianas.
O golpe tem a função de criar o ambiente de terror para impedir que as organizações populares e a Frente Guazu possam eleger um novo presidente com forte base parlamentar capaz de respaldar mobilizações populares e programas muito mais amplos. Para isso é fundamental destruir a TV Pública - oásis de informação num ambiente midiático dirigido pelos grandes proprietários donos de jornais e cadeias televisas – fraudar ou adiar as novas eleições; 
O golpe tem ainda o papel de modificar o tabuleiro geopolítico da região criando no Paraguai - em razão de sua localização territorial estratégica, disponibilidade de reservatórios de agua doce e de fontes energéticas que afetam principalmente ao Brasil, Argentina, ou proximidade das reservas de gás da Bolívia - uma fonte de contenção e desestabilização dos governos de esquerda e centro-esquerda da região. Tal projeto se articula fortemente com o imperialismo estadunidense e se consolida com a instalação de bases militares no país. Só este vínculo, combinado com o desespero da direita paraguaia poderia dar-lhe a força suficiente para confrontar vizinhos regionais muito mais poderosos. 
Podemos ver a partir dessas várias informações que tudo não passa de mais um ato de dominação estrangeira na região, apoiada por oligarquias e pela direita local que se alia a setores do imperialismo internacional para consolidar seu poder na região.
Os partidos de direita na região da América Latina, em sua maioria - inclusive no caso do Paraguai, não passam de vassalos do imperialismo que ajudam eles em troca da preservação de seu poder político e econômico.