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terça-feira, 22 de novembro de 2011

As Corporações por trás do imperialismo

Durante toda a história da humanidade existiram nações que dominavam outras, fortes reinos e impérios que subjugavam os demais em busca do benefício próprio, da escravidão das outras nações, do saque de suas riquezas naturais, da busca por domínio e poder.
 Infelizmente esse tipo de comportamento não remete apenas à Roma antiga, ou aos impérios da Idade Média, ou na Idade Moderna quando começam as grandes navegações e a colonização dos países. Isso acontece ainda hoje, mas com outra forma mais mascarada e com outros interesses por trás.

O colonialismo acontecia quando as nações ocupavam outras levando para a metrópole os produtos naturais como ouro, madeira, matéria-prima, metais preciosos... Mas com a independência das nações e com a proclamação da pátria e da soberania nacional teoricamente cessaria o domínio de uma nação sobre outra, haveria o respeito entre os diversos grupos nacionais.
Com o desenvolver do Capitalismo o imperialismo tornou-se algo necessário. As corporações buscando cada vez mais lucro tinham que "quebrar as barreiras nacionais" por 2 motivos:
1) Precisavam escoar sua produção em massa para outros mercados, mesmo que isso fosse arruinar as empresas locais;
2) Precisavam explorar produtos naturais de outros países para poder seguir produzindo reduzindo custos e aumentando lucros.

*Para que eles pudessem fazer isso, surgiu duas formas de imperialismo hoje, das quais podemos citar:

O Imperialismo justificado pelo discurso Neoliberal

Nesse contexto de expansão da burguesia o "Neoliberalismo" torna-se a idéia dominante no mundo contemporâneo. Todos os países devem quebrar as barreiras protecionistas e toda a restrição às corporações internacionais de atuarem explorando mão-de-obra local, explorando as riquezas naturais, e competindo com as empresas daquela região.
A pressão por abertura econômica caracterizava o "neocolonialismo", onde as nações que não abrissem para as "Grandes Corporações" estrangeiras dominantes poderiam sofrer as consequências.

O exemplo na América Latina
Na América Latina podemos ver muitos exemplos disso, onde muitos governos que desafiaram as empresas americanas foram derrubados sob inúmeros pretextos. Salvador Allende no Chile, João Goulart no Brasil, entre outros presidentes foram derrubados por causa da "ameaça comunista", quando na verdade era por causa da perda de poder que as empresas ligadas ao governo americano tiveram com aqueles governos. No lugar foram implantadas ditaduras militares das mais sanguinárias com o apoio dos EUA para garantir que o povo não governasse e que os interesses das empresas estivessem garantidos.
  
A última tentativa de cometer esse tipo de "colonialismo" foi em 2002 na Venezuela, onde o Presidente Hugo Chávez foi vítima de uma tentativa de golpe descarada patrocinada pelos EUA, que só não obteve êxito porque o povo saiu às ruas para defendê-lo e porque o baixo escalão do exército junto com lideranças militares patrióticas não permitiram que isso acontecesse, além de que a maioria das Nações vizinhas reconheceram a Venezuela como um Governo democraticamente eleito, e porque era unânime o discurso anti-imperialista em quase toda a América Latina.

    

O Imperialismo justificado por questões humanitárias
Após a era do discurso neoliberal e do castigo a governos e povos que discordassem de tal ideologia, os Grupos Corporativos por trás dos Estados imperialistas tinham que bolar uma outra estratégia para conseguir dominar os outros países. Passaram a usar justificativas para invasões militares propriamente ditas. Quando um governo retirasse a concessão de exploração de bens naturais como Petróleo o governo logo deveria ser taxado de perigo à segurança nacional, de ditador, de sanguinário, e etc e ser derrubado por invasão militar preferencialmente apoiada por algum grupo de oposição local. Foi o que aconteceu no Iraque, na Líbia, e ameaça ocorrer na Síria, no Irã e outros países daquelas redondezas.
É aí onde eu queria chegar... Embora eu não seja um grande defensor de governos e da democracia representativa burguesa, tenho que reconhecer que a “Revolução na Líbia” foi arquitetada pela OTAN e pelos grupos corporativos que estavam por trás desses governos, na qual deram apoio militar e aéreo aos “rebeldes” que nada mais eram que militares desertores e tribos sectaristas, que aproveitaram manifestações de grupos pró-democracia de uma forma oportunista. Os "rebeldes" fecharam com a França concessão de exploração de petróleo em troca de apoio. As empresas que "reconstruirão a Líbia são desses países imperialistas. Isso já é uma prova de como as corporações agem por trás dos governos, inclusive fazendo guerras e genocídio.
 
Eles (os EUA e União Européia) apóiam regimes totalitários como o da Arábia Saudita porque lhes vendem petróleo barato, mas combatem outros governos porque não lhes cedem esses benefícios alegando “proteger a população”, fazer ajuda humanitária, apoio ao terrorismo, entre outros motivos.
É assim que funcionam as coisas no mundo internacional. É assim que o imperialismo age hoje, e infelizmente muitas pessoas são ingênuas e acreditam no que a imprensa controlada por esses mesmos grupos diz. A opinião pública acaba apoiando esses genocídios e invasões militares que deveriam não só ser combatidos e proibidos, como também punidos. No fim das contas, apenas a história poderá julgar esses crimes contra a humanidade hoje cometido pelos líderes dos EUA, da França, do Reino Unido em prol das corporações que os controlam.


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