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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Queda de Kadafi: triunfo Popular ou Imperialista?


Devemos confessar que a realidade na Líbia é algo difícil de entender.

Afinal, o regime de Kadafi é ou não uma ditadura?
Afinal, o povo em sua totalidade está com ele ou contra ele?
Qual a finalidade do apoio da OTAN aos rebeldes?

A propósito, há várias versões dos fatos, onde ambos os lados passam entre vilões e mocinhos.
Os Deputados Brizola Neto (PDT) e Protógenes Queiroz (PCdoB) foram recentemente à Líbia para conhecer a realidade e saber o que se passa, para formar uma opinião a respeito.


O Dep. Protógenes (PCdoB) relatou o que viu:



Quarta-feira (17) me encontrei com o secretário da embaixada do Brasil na Líbia, Márcio Augusto dos Anjos, que está no país há quatro anos. Falei também com integrantes tanto do movimento rebelde, que luta contra Kadafi, como das forças do Governo.

As várias reuniões me levaram às seguintes impressões iniciais: O que a imprensa internacional vem publicando a respeito da realidade Líbia não está totalmente correto. Pelo que percebo a maior parte do povo líbio está com Kadafi.

Inclusive as mulheres estão armadas e participando do enfrentamento contra as forças rebeldes da CNT (Comitê Nacional de Transição), força que de forma desorganizada está combatendo o governo atual com o forte apoio da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que sabidamente tem interesses econômicos e políticos na sua intervenção. Trípoli é bombardeada todas as noites e alvos civis estão sendo atingidos.

Na Líbia, 90% da população têm casa própria, automóvel, saúde e educação pública. O país está em pleno desenvolvimento e o mais interessante é que não existia violência antes de começarem os ataques da Otan. O absurdo é que os mesmo ataques, que geram a violência, tem em sua justificativa a manutenção da paz.

Pelas informações que obtive, o regime de Kadafi tem conselhos governamentais e setoriais e está disposto a construir uma proposta de paz com a elaboração de um plebiscito para que o povo decida qual regime quer na liderança do país.


Entendo que o plebiscito é a melhor saída para este momento triste da história da Líbia, desde que a negociação seja articulada entre as duas forças e não haja intervenção internacional como a que ocorre atualmente, que incentiva a violência e atos de terror. O povo líbio não merece este tratamento violento e desumano.

O Governo de Kadaffi foi instaurado num golpe que derrubou a Monarquia Líbia. Kadafi implantou um sistema baseado em seu livro "O Livro Verde" onde pregava a Democracia Direta e Estado de Massas misturado a princípios islâmicos. O regime era visto com bons olhos pela maioria da população.
Contudo, não devemos ignorar as revoltas, pois apesar dos interesses estrangeiros, não deve ser fácil fabricar uma Revolta de grande porte.

Os interesses da OTAN são os mesmos: PETRÓLEO. Só uma pessoa ingênua e inocente poderia achar que a OTAN invade países pela Democracia e Direitos Humanos. As declarações imbecis de Hillary Clinton, aquela "cadela imperialista" só servem para repetir discursos bonzinhos para justificar os piores genocídios

Os métodos que usavam antes eram a invasão militar, os métodos de tortura (semelhantes aos Campos Nazistas), e tudo mais. Sob o poder dos Republicanos e de George W. Bush, esses métodos chegaram ao seu auge na invasão do Iraque, motivada pelo petróleo.

Duramente questionados esses métodos, foi eleito Barack Obama com o partido Democratas que mudaram o método. Substituíram as invasões militares e campos de tortura pelo "atiçamento de conflitos internos".

A Líbia de Kadafi retirou as concessões de Petróleo dos EUA, França, Inglaterra, e o método que eles usaram foi atiçar a oposição e a indignação já existente na Líbia para seus interesses. Apoiaram a "oposição a Kadafi" para derrubá-lo mas em troca das concessões de petróleo. Deixaram os Rebeldes com o protagonismo, a França armou-os até os dentes e reduziram suas ações a Ataques Aéreos (que aliás, mataram civis inocentes segundo dados da própria OTAN) . E VEJAM QUE COINCIDÊNCIA:

Preço do petróleo cai diante de avanço de rebeldes na capital da Líbia




Depois dessa notícia eu pergunto: Realmente teria sido necessária tanta chacina, tanta violência por petróleo? Kadaffi já tinha proposto diálogo e até referendo sobre a transição, segundo dados de Protógenes Queiroz e da emissora russa RT. Mas mesmo com a abertura, o imperialismo não desejava diálogo, desejava petróleo. Milhares de pessoas morreram por causa de interesses estrangeiros em petróleo.
Sarkozy, Berlusconi, David Cameron, Barack Obama, Hillary Clinton, todos esses mereciam ser condenados e enforcados por genocídio, por crimes contra a Humanidade! DITADORES GENOCIDAS!

A Revolução que se passou na Líbia não foi totalmente popular, pois serviu mais aos interesses estrangeiros do que ao Povo que lutou. O povo derramou seu sangue e deu sua vida pelas potências imperialistas, mas eles nem se deram conta, coitados!

Enquanto o Reino Unido e as demais potências apóiam rebeldes pelo petróleo, eles reprimem seu próprio povo, seus próprios rebeldes. Bela Democracia!
O dia em que o povo realmente triunfar e governar nessas potências, aí podemos ter esperança no fim do Imperialismo e da Ditadura Mundial sob a qual vivemos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Como o dinheiro é criado? (Os Culpados pela Crise)

Recentemente vi um documentário produzido por um economista intitulado “dinheiro como dívida” explicando o processo de criação de dinheiro. Esse documentário acabava “acidentalmente” explicando a crise econômica, seus culpados e quem paga por ela. Primeiramente ele fez um histórico da moeda, de tudo o que chegou a ser utilizado como moeda, desde grãos, gado até ouro e metais precisos. Qualquer coisa era usada como moeda.

Com a popularização dos metais preciosos, surgiram casas onde se poderiam guardar o ouro pessoal. Se eu encontrasse grande quantidade de ouro, eu poderia guardá-lo lá porque neste lugar ele estaria protegido de roubos, estaria seguro, e eu poderia retirá-lo quando precisasse. Essas casas eram basicamente os bancos, onde o ouro das pessoas ficava guardado numa espécie de poupança.


O Proprietário do local percebeu que poderia emprestar o dinheiro da poupança em troca da devolução de um valor maior. O dinheiro emprestado pelo banco era o "principal" e o valor adicional e ser devolvido eram os "juros". O lucro do banqueiro eram os juros do dinheiro emprestado, e o dinheiro emprestado era da população que ali depositava seu ouro. Se toda a população retirasse seu ouro do banco, provavelmente não haveria crédito, e o banqueiro perderia seu "ganha-pão". Percebendo isso, os bancos passaram a dar “parte dos juros” aos depositantes, mas lógico que davam uma parcela menor do que o percentual dos juros cobrados pelo empréstimo, senão não haveria lucratividade em ser banqueiro.


Para facilitar a circulação do ouro, os bancos passaram a emitir papéis que correspondiam a determinada quantidade de ouro. Na Economia, esses papéis eram aceitos como ouro, pois ao apresentar esses papéis no Banco o indivíduo poderia retirar o ouro correspondente. Esse papel é o que hoje chamamos “papel-moeda”. Se todos os papéis fossem devolvidos ao banco em troca do ouro correspondente, não haveria nenhum papel-moeda em circulação.


Alguns Banqueiros perceberam que poderiam emitir papel-moeda sem um valor em ouro correspondente. Bastava alguém pedir empréstimo que o banqueiro emitia um papel-moeda sem ter necessariamente um valor em ouro correspondente, e o devedor que pediu os empréstimos deveria devolver esse dinheiro com juros. Ninguém se daria conta dessa fraude. Há um problema: o que aconteceria se todas as pessoas repentinamente fossem ao banco e apresentassem os papéis para retirar o ouro? Provavelmente faltaria ouro, pois o valor de papéis criados pelo banco era maior que o ouro existente nos depósitos; isso criaria uma revolta contra a falcatrua dos bancos. Essa prática seria proibida por lei e os banqueiros punidos.
Mas o que aconteceu na realidade não foi isso. Essa prática foi regulamentada pelos Governos, e a maioria aboliu o padrão-ouro, padronizou uma única moeda de curso forçado e estabeleceu um Banco Central que, como um maestro, “dirigiria essa orquestra dos bancos” através de exigência de reservas, taxa de juros, etc.

O Dinheiro passa a ser inteiramente criado por meio de dívidas. O sistema financeiro pode variar de país para país, mas no geral, o dinheiro é “magicamente criado do nada” a partir de empréstimos. Cada  centavo que você possui é um centavo que alguém deve ao Banco. Só mediante empréstimos o papel-moeda é emitido.
Há um problema: como o devedor pagará sua dívida (principal + juros) se o banco emitiu apenas o principal? Respondo: acumulando papéis de outro devedor. Assim, para que alguém pague suas dívidas com o banco, alguém não poderá pagar. É como a brincadeira da “Dança das Cadeiras”, onde há mais pessoas do que cadeiras.

Pode parecer apavorante, mas isso é essencial para  que o sistema financeiro funcione, pois “se todas as dívidas com os bancos fossem quitadas – inclusive as do governo – não haveria nem um centavo em circulação” e os bancos deixariam de existir, perderiam seu poder econômico, seu ganha-pão, seu trabalho parasita. É essencial que sempre existam devedores, para que os bancos permaneçam na sua atual posição de “donos do mundo”.

Resumo: os bancos (com aval do governo) emitem dinheiro do nada a partir dos pedidos de empréstimos, e quem pediu deve devolver com juros, e para que isso aconteça alguém deve ficar sem pagar, e quem ficar sem pagar o banco tomará os bens. Conclusão: Todos nós trabalhamos para os Bancos.

E o que isso tem a ver com a crise? Tudo. O mundo está em convulsão por dívidas criadas pelos homens que inventaram esse sistema. A dívida pública nada mais é do que o empréstimo que o governo toma vendendo “títulos de dívida pública” ou criação de dinheiro prometendo pagar a juros. Se o Governo não paga a dívida quem perde são os investidores privados e os bancos. Assim, para o governo pagar as dívidas de dinheiro criado do nada ele privatiza empresas públicas (muitas vezes até hospitais, escolas, mineradoras, etc.), demite seus funcionários, cria desemprego, aumenta impostos, não paga aposentadorias, reduz os salários (quando não elimina leis trabalhistas).


Por que o povo paga pela crise dessa dolorosa forma se não é ele o culpado por isso? Quando isso terá fim? Quando o povo se revoltar com essas medidas, entender o sistema monetário e exigir reformas que acabem com essa criação de moeda fiduciária que só prejudica o povo numa dívida perpétua e só beneficia banqueiros e investidores de bolsas de valores. Que ponham um fim nessas “atividades estéreis e parasitas” e estabeleçam bancos públicos sem fins lucrativos, investimentos públicos, e regulação sobre o Capital especulativo.