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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Não bastasse a crise do Euro, EUA está próximo a um calote

Uma crise econômica mundial catastrófica se aproxima...



A Zona do Euro já está em meio a um "tsunami" como vimos principalmente na Espanha e Grécia. O Calote da Grécia colocaria em risco toda a Europa, e provavelmente a economia mundial. Contudo, a Grécia aprovou suas medidas de austeridade através de sua pseudo-democracia e seus métodos de repressão social. A população obrigou-se a pagar a dívida com aumento de impostos, redução de salário, demissões em massa e privatização dos serviços públicos. Decidiram a portas fechadas decisões cruciais sem consultar a população, considerando a alternativa de "não pagamento da dívida" como fizeram a Argentina e Equador como "populista". 
Sob essa injustificada posição, privaram a população de decidir e reprimiram-na com pancadaria e autoritarismo, como aconteceu de forma semelhante na Espanha.



Eles falam e falam como se não houvesse alternativa. Como se não houvesse outra forma política de decisão e outra forma econômica de organização. Falam isso porque qualquer alternativa abala o status quo das elites que dominam o mundo hoje, das quais os banqueiros e políticos.

Não bastasse essa situação na Europa, os EUA estão numa queda de braço entre a Casa Branca e o Congresso sobre o corte de gastos públicos para aumento do teto da dívida pública. Caso não se estabeleça um novo teto, o governo terá que dar calote em alguma das suas responsabilidades que somam um total de US$ 134 Bilhões, preço no qual pagam por esse atual sistema financeiro onde o dinheiro é criado pela dívida pública; foi por isso que um presidente do FED (Banco Central americano) já declarou que se não existisse dívidas não existiria dinheiro.

Caso os EUA não estabeleçam o teto da dívida e não possam honrar seus compromissos, terão que escolher onde aplicar o calote:

1. Aplicar em parte dos credores, como a China por exemplo que é seu maior credor. Caso isso aconteça, até o Brasil será prejudicado, sendo a pior alternativa, pois isso causaria uma crise Global catastrófica onde muitos governos ficariam com déficit.

2. Aplicar em seu próprio povo, deixando de pagar cheques da Previdência Social, salários do funcionalismo e das Forças Armadas, benefícios sociais para desempregados, bolsas estudantis, entre outros. Caso essa opção aconteça, talvez eles honrem seus compromissos com os países evitando uma catástrofe pior (mas não toda) e provavelmente haveria uma Revolução interna devido às tensões sociais que levaria ou ao estabelecimento de um governo popular e o fim desse sistema financeiro, ou ao maior autoritarismo do governo americano contra a população agravando a decadência do povo em prol desse sistema financeiro que só beneficia banqueiros, políticos e empresas do topo da elite.

De qualquer modo, independentemente de qual dos calotes der o governo dos EUA, uma coisa é certa: mudanças acontecerão, pois a população se sentirá indignada com essa situação. Não será apenas "mais uma crise cíclica" ou mais uma "catarse popular", mas será uma crise no sistema, um basta onde a população luta focada em objetivos concretos: destruir esse sistema financeiro e estruturar uma nova ordem onde haja Democracia Verdadeira, onde não exista mais distinção entre governo e sociedade, e onde haja total transparência no funcionamento do sistema.



Um comentário:

  1. Eu fico analisando muitas vezes tudo o que acontece, e vejo o povo submisso, as coisas seguem acontecendo e continuo vendo o povo submisso, então creio que é bom que coisas dessa dimensão aconteçam para que o povo acabe acordando!!! Muito, muito bem descrita a tua opinão!

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